Às vésperas das eleições, percebe- se o desânimo em muitas pessoas quanto à escolha de seus candidatos. Sintoma natural decorrente do momento em que vivemos onde em vez de honrar sua responsabilidade, grande parte dos políticos, infelizmente, usa o cargo para o próprio desfrute.
Porém, o foco aqui é outro. Conclamamos a todos que, apesar do cenário desanimador, não desperdicem seu voto. Pelo contrário, o exerçam com o máximo de consciência, porque ele é a ferramenta mais democrática existente no contexto atual. Como entidade de defesa dos direitos e deveres da criança e do adolescente, nós, da Associação Comunidade de Mãos Dadas (ACMD), temos a obrigação de frisar o quanto é importante votar em candidatos comprometidos com essa relevante causa.
Embora já tenha virado clichê, sempre é bom lembrar que nossas crianças e adolescentes são o "futuro do País" e são prioridade absoluta na Constituição Brasileira. Portanto, quem verdadeiramente se preocupar com eles, estará, no fim das contas, se importando com a Nação como um todo. Dentro desse complexo cenário, nos cabe destacar pontos que merecem uma atenção especial. Um deles é a natureza, pois
sem um meio ambiente preservado e favorável as gerações futuras terão sua sobrevivência ameaçada. Por isso, devemos prestar atenção e nos aprofundar cada vez mais no chamado Desenvolvimento Sustentável.
Outros dois pontos importantes são a Responsabilidade Social das Empresas e o Terceiro Setor. Ou seja, devemos votar em políticos capazes de elaborar Políticas Públicas que estimulem ações nesse sentido. Pois, muitas vezes, entidades e corporações têm potencial e gostariam de fazer muito mais do que já realizam.
Contudo, se vêem impedidas devido ao excesso de burocracia e às altíssimas taxas tributárias.A Convivência Familiar e Comunitária um dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) deve também estar na pauta dos novos governantes.
Infelizmente, ainda há muito para ser feito tanto na manutenção do que já é eficaz, quanto na coragem para implementar novas práticas. Dentro disso, a adoção e o acolhimento temporário devem ser facilitados, frente à “institucionalização" dos abrigos.
São muitas as prioridades na área da infância. E, obviamente, não conseguiríamos elencá-las por completo. Entretanto, o mais importante é trazer o tema à tona, devido a sua relevância na certeza de que, de pouco a pouco, construiremos juntos um amanhã mais feliz para nossas crianças e adolescentes!
MARCELO BECHELLI MONTEIRO. Empresário e presidente do Conselho
Deliberativo da ACMD